sábado, 27 de fevereiro de 2010

As diferenças culturais na América pré -colombiana

Sabe-se que a América era povoada,de maneira irregular,desde o Alasca (ao Norte) até a Terra do Fogo(ao Sul). Os primeiros grupos humanos levaram muitos anos espalhando-se pelo continente e adaptando-se ás suas condições.Nômades,viviam principalmente da caça de bisontes e mamutes,conforme vestígios de lanças e ossadas desses animais encontrados em diferentes pontos do continente.Com o tempo,começaram a fixar-se mais em locais que ofereciam boas condições para a caça,a pesca e a coleta.Os artefatos de osso,pedra polida e cerâmica foram se aprimorando.Com a descoberta da agricultura e da domesticação dos animais,como a lhama e a alpaca,alguns grupos deram origem ás primeiras comunidades.No Arcaico,já se praticava a cultura do milhono México e na Amazônia por exemplo,e da mandioca na América do Sul Alguns povos alcançavamelevados níveis tecnológicos,trabalhando com metais como o ouro e o bronze,realizando obras para o uso da terra e das águas ,e para a defesacontra os inimigos. Muito deles - como os Astecas e os Maias no atual México e América Central ,e os Incas , na região andina- organizaram sistemas políticos-sociais sofisticados , vindo a constituir
verdadeiros impérios no Período Formativo.
Em toda a América,porém havia muitos outros povos ,que desenvolveram modos de vida bastante diferentes,vivendo de caça,pesca e,posteriormente,de.
formas primitivas de agricultura.
Nômades ,deslocavam-se muitas vezes em períodos relativamente curtos.Possuíam uma tecnologia que aos olhos parecia simples,embora fosse eficiente para suas necessidades.Boa parte e sua produção feita de matérias orgânicas(fibras vegetais, madeira ,tecidos,couro,ossos), desapareceu por causa da ação destruidora do tempo,da umidade e dos microorganismos.
Viviam em regões ricas em recursos naturais,o que lhes facilitava a caça,a pesca,e a coleta. No Brasil quase todosos povos pré-colombianos se enquadravamnessa categoria.Em todo o continente,a roda não era conhecida até a conquista europeia.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Urbanização e metropolização do Brasil

As questões sociais também são ecológicas.É notório o agravamento das mazelas sociais nos países subdesenvolvidos,inclusive no Brasil.
São comuns noticias que enfocam os problemas ambientais dos moradores de cidades grandes como São Paulo.
Esses dramas atingem com maior intensidade as camadas mais carentes da população,que,quase sempre confinadas em favelas,cortiços e bairros carentes,sofrem com a constante escassez de água,deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios e córregos.
Por que as camadas sociais mais pobres são mais atingidas por esses problemas?
Porque o modelo de ocupação do espaço urbanização reproduz o modelo excludente de desenvol-vimento socioeconômico global. Em outras palavras, a infra-estrutura privilegia os bairros mais abastados em detrimento dos mais carentes.Isso ocorre porque os elementos básicos para a sobrevivência,como água potável,escola,moradia,hospitais e transporte,são concebidos como fontes de lucro.
Desse modo,as empresas concessionárias de serviços públicos não têm interesse em levar energia elétricaa e telefone a bairros carentes,cujos moradores não possuem recursos para pagar pelo uso desses serviços.
Ou seja, a lógica do lucro espraia-se para serviços básicos,que deveriam ser garantidos universalmente. O mesmo se aplica à casa própria,pois a moradia deve ser considerada um direito básico de todo cidadão.No entanto a mradia também é mercadoria,que deve ser adquirida mediante compra.
Isso gera especulação imobiliária,que lança os pobres para a periferia,onde cresce uma verdadeira cidade informal,geralmente não mapeada,dotada de precária infra-estrutura e ocupada pela população de baixa renda,desassistida pelos orgãos públicos.
Essa cidade informal geralmente ocupa,de forma indiscriminada,áreas ambientais frágeis,como
encostas de morros e margens dos rios,que jamais deveriam ser urbanizadas.
É preciso reverter essa lógica perversa,que cria duas cidades: a informal,retratada acima,geralmente não mapeadas pelos orgãos públicos,e a formal, localizada em áreas mais centrais,dotadas de melhor infra-estrutura,como saneamento básico,e assistida pelos serviços públicos.Mesmo porque a perpetuação desse modelo de ocupação urbana é insustentável a médio e a longo prazo: até quando a natureza irá suportar esse descaso para com a água por exemplo? A remoção da vegetaçãao original em áreas íngremes acelera a erosão,que,por sua vez,
provoca ao mesmo tempo assoreamento e menor vazão dos rios,multiplicando os casos de inundações.Essas, por sua vez,são agravadas pela impermeabilização do solo,que resulta da urbanização caótica,fenômeno que não preserva nem mesmo as várzeas dos rios.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Terremotos

Placas Tectônicas - São os imensos blocos de rocha sobre os quais assentam os continentes e o fundo dos oceanos.
As placas movem-se,empurradas pelo movimento de convecção do manto inferior(que é sólido,mas tem plasticidade).
Placas Convergentes- São as placas que se chocam e se comprimem,criando cadeias montanhosas como a dos Himalaia e as dos Andes.A pressão acumulada nessa compressão é liberada regularmente na forma de terremotos.
Placas Divergentes-São as que se afastam abrindo uma fenda pela qual pode surgir magma.O Oceano Atlântico é cortado por uma fenda desse tipo,de norte a sul. O matrerial que escapa cria uma cadeia montanhosa submersa.
Falhas Transformantes- São criadas por duas placas que escorregam uma ao longo da outra. A energia acumulada no atrito também provoca terremotos.Exemplo de falha transformante é a de San Andreas,na costa da Califórnia e no litoraloeste do México.
Escala Richter- Mede a magnitude de um abalo sísmicco - a quantidade de energia liberada e seu alcance. A escala vai de 1 a 10 e é logarítmica - ou seja, a cada ponto de magnitude,a amplitude das ondas aumenta dez vezes.
Deriva dos Continentes - É o deslocamento contínuo dos continentes,como expressão do movimento das placas tectônicas.
Tectônica de Placas - Consolidada na década de 1960,a teoria amplia e complementa a hipótese anterior da deriva continental.Segundo ela , toda a crosta do planeta se move - incluindo o fundo dos oceanos.A Terra tem 12 grandesplacas tectônicas.Em alguns pontos,essas placas sobem á superfíciee,em outros, mergulham de volta ao manto.Desse modo,a crosta terrestreestá em em contínuo processo de renovação.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Dossiê Água

Escassez: Do total de 1,39 bilhão de quilômetros cúbicos de água da Terra,menos de 1% é potável de fácil acesso. Mas a crise de água é menos uma questão de escassez natural do que mau gerenciamento e uso.O crescimento demográfic,as alterações climáticas e a rápida urbanizaçãodo planeta estão entre os fatores que mais pressionam o ciclo hidrológico:consumimos água mais rápido do que a natureza tem capacidade de repor.
Conflitos: A ONU identifica 273 auíferos e 163 bacias hidrográficas transnacionais,que abrangem 145 países,ondevivem mais de 40% da população mundial.
Muitos desses lugares registram guerras e revoltas armadas e motivadas pela escassez de água.A disputa pelo controle de rios e aquíferos está entre as causas de alguns dos mais longos embates,como a guerra entre judeus e palestinos.
Usos:Quanto mais rica é uma nação,maior o consumo de água por habitante.
Os países que não detém fontes suficientes para a agricultura importam água virtual(contida na produção de alimentos)de outras nações.A importação de água virtual democratiza o acesso a esse recurso natural.Mas ameaça cpmprometer as reservas dos países produtores.
Mercadoria:A Água é um bem natural,a que toda a humanidade tem direito.
No entanto,a escassez faz com que ela se transforme em bem econômico.As populações mais pobres do planeta,sem serviços de abastecimento e saneamento,pagam carov pela água.
Brasil: Com cerca de 13% de toda a água doce superficial do planeta,o país tem os mananciais mal distribuídos em relação à densidade demográfica de cada região.
Cerca de 70% de todas as reservas ficam na Região Norte,a menos povoada. A falta de de serviços de tratamento de esgoto afeta grande parte da população,tanto na periferia das grandes cidades quanto no meio rural. A universalização desse serviço pode ocorrer apenas no próximo século,se não houver mais investimentos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Visitando o Parque Ibirapuera - Uma Aventura Ambiental

Visitando o Parque Ibirapuera - Uma Aventura Ambiental

O programa "Visitando o Parque Ibirapuera: Uma Aventura Ambiental" realizado, gratuitamente, pela Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ) é destinado às escolas, comunidades e ONGs, atendendo grupos de 15 a 40 pessoas (crianças, adolescentes, adultos e idosos), através de agendamento prévio.

A programação proporciona vivência e reflexão ao participante sobre a importância do meio ambiente e cultura de paz utilizando o Parque Ibirapuera como recurso para o estudo do meio, através dos seus aspectos histórico-culturais, fauna, flora, água e a convivência harmoniosa entre o homem e a natureza.

Roteiro da visitação

Chegada na UMAPAZ (Av. Quarto Centenário,1268 - Portão 7- A), apresentação do programa na Sala de Educação Ambiental, visitas ao interior do Parque Ibirapuera com passagens pelo Viveiro Manequinho Lopes, Praça Burle Max, Bosque, Lago, Ponte Metálica e Praça da Paz, entre outros locais.

As visitas são realizadas de terça-feira à sexta-feira pela manhã (8h30 às 11h30) e à tarde (13h30 às 16h30). Os grupos e escolas interessadas devem se inscrever pelo telefone (11) 5572-1004 e fazer o agendamento com a equipe da Aventura Ambiental.

Coordenação: Angélica Berenice de Almeida e Débora Pontalti Marcondes

Venha participar do Programa Aventura Ambiental no Parque Ibirapuera!